sexta-feira, 5 de setembro de 2014

COMO CONCILIAR O SALMO 34 COM O CAPÍTULO 5 DE TIAGO?



Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. (Tiago 5.13)

Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. (Salmo 34.1)

Estes dois textos, colocados lado a lado, parecem contraditórios. Um deles parece sugerir (e exortar a) um estado de constante alegria e efusão religiosa; o outro parece reconhecer os altos e baixos da vida e a atitude adequada para cada momento.

Não se trata de contradição, mas de complementação – cada texto atende a um importante propósito.

Tiago 5.13 é a denúncia e a crítica da espiritualidade ufanista, movida por bravatas (tão característica de nosso evangelicalismo!). O apóstolo sabe que a aflição é uma realidade para os fiéis. Não os condena por seu abatimento, nem faz falsas promessas, apenas os exorta a compartilhar com Deus seu fardo.

Tiago sabia que a alegria simulada não traz vitória sobre a aflição (pelo contrário, traz frustração): o aflito precisa da restauração de sua alegria, através do contato com o Todo-Poderoso em oração.

Logo, Tiago 5.13 é um chamado à sobriedade.

Todavia, o Salmo 34 nos lembra que o abatimento não pode ser o estilo de vida do cristão: louvar ao Senhor em todo o tempo, de forma contínua, não é a descrição de uma atitude ufanista e alienada, mas nos indica uma vida de constante vitória contra a aflição.

Assim como Ana, que não mais se sentiu triste após orar (1Sm 1.18), o cristão possui recursos contra a aflição que não pode ser negligente em empregar.

O Salmo 34.1 é um chamado à manutenção da alegria.

A Palavra de Deus possui harmonia e respostas a todas as necessidades da vida. 

É por isto que nos foram dados estes dois textos. É por isso que precisamos de ambos.

Para que a vida seja encarada com realismo e alegria.