terça-feira, 13 de abril de 2010

SOBRE RACISMO E NÃO-RACISMO


Há pouco tempo tive a oportunidade de, zapeando pela televisão, assistir a alguns trechos (cerca de 40 minutos) do polêmico filme Jesus Cristo Superstar.





Não pretendo fazer uma análise completa do filme, pois não seria justo – afinal, não o assisti inteiro, desde o começo. A impressão que tive é que a perplexidade diante do enigma de Cristo dá e da exigência de fé para compreendê-lo dá o tom da obra.





Uma das muitas polêmicas foi a escalação de um ator negro (Carl Anderson) para interpretar Judas. Isto levou automaticamente o filme a ser tachado de racista.





Preocupo-me com tais atitudes.





Principalmente porque não levam em conta um aspecto bem singelo: a fantástica interpretação de Carl Anderson no papel de Judas Iscariotes, traduzindo toda a fúria do personagem.





Será que outro ator faria melhor?




Ou seja, aqueles que acusaram o filme de racista aparentemente não conseguiram ver um grande ator encenando um papel altamente dramático, mas apenas um negro.





Polêmica semelhante aconteceu durante o lançamento do game Resident Evil 5. Como a história se passa na África, os zumbis são negros. Isto rendeu diversas acusações de racismo à produtora do game.





Não quero negar a realidade do racismo (inclusive no Brasil), nem a dura realidade daqueles que, pela cor de sua pele trazem sobre si um legado histórico de exclusão, que vergonhosamente se perpetua até hoje.





Não nego os subprodutos sociais do racismo brasileiro: as piadas, a estranheza que muitos sentem diante de um negro ocupando altos cargos hierárquicos.





(Muita gente não acredita que minha esposa seja vice-diretora escolar)





Mas temo que, ao combater o racismo, desumanizemos o povo negro a tal ponto que não vejamos mais o humano, mas apenas uma etnia, com lugares definidos de forma politicamente correta.





Um diretor de teatro não se arriscará a convidar Milton Gonçalves para viver um grande vilão épico. Poderá ser o fim de sua carreira. A arte perde, e todos nós perdemos.



O debate acerca do racismo e o desenvolvimento de ações para combatê-lo tornam-se menos eficazes pela falta de agudeza gerada por uma postura errônea diante do tema.



E assim, em nome do politicamente correto, se cumpre de forma inversa o sonho de Martin Luther King de que os homens serão julgados por seu caráter, e não pela cor de sua pele – tanto na vida, como na ficção.





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PS: Há quem diga que Matrix, o Código da Vinci e Eu, eu mesmo e Irene também apresentam preconceitos contra os albinos...



domingo, 11 de abril de 2010

A INADEQUAÇÃO DO "MEU" DEUS E DO "SEU" DEUS


Existe uma diferença muito grande entre o que pensamos sobre Deus e o próprio Deus em si.

Todos nós nos limitamos aos nossos conceitos sobre Deus,  à nossa teologia individual.

O grande problema com nossa teologia individual é que nunca conseguimos nos erguer acima dela: parece-me que foi A. W. Tozer que disse que "aquilo que pensamos sobre Deus é a questão mais importante de nossa vida".

Nossa vida vida é reflexo de nossas convicções sobre Deus.

Não é à toa que a etimologia da palavra idolatria seja eidos (idéia) + latreia (culto), ou seja, a deificação de um conceito particular.

O reconhecimento desta perigosa realidade levou muitos ao agnosticismo, por considerar ser impossível tecer qualquer discurso sobre Deus.

Como vencer nossa idolatria potencial sem cair no agnosticismo desesperançado?

Em primeiro lugar, reconheça que Deus nos deixou conceitos acerca de Si mesmo. Ele falou.  Através da criação, de Sua ação na História, através das bênçãos por Ele concedida - mas de modo muito mais específico através de Seu Filho, Jesus, e de Sua palavra, a Bíblia. 

Deus optou tanto por não deixar-nos no escuro acerca de Si mesmo quanto por poupar-nos do perigoso e sempre falho trabalho de "concebê-lo". Ao se intitular religião revelada, o cristianismo reconhece com gratidão o evento da auto-revelação divina, capaz de suprir nossa incapacidade epistemológica, apregoando, ao mesmo tempo, a necessidade da devida honestidade intelectual para conhecer a Deus: a humildade que capacita a aceitar o que Deus tem a dizer acerca de si e acerca de nós.

Segundo, ao ser confrontado pelo Deus verdadeiro, saiba que você terá de descartar o seu "Deus". Este não é um processo fácil e nem ao menos indolor, mas é necessário. Não é possível alimentar expectativas verdadeiras em torno de um falso Deus - mesmo que eu o tenha batizado com o título do Deus cristão. Livre-se do "seu" Deus em nome de Deus.

Terceiro, saiba que toda sua vida na Terra será de refinamento de sua visão e conhecimento de Deus. Não há como se graduar nisto. Há apenas a garantia de que, enquanto estou aberto a conhecer o Deus vivo e verdadeiro, estou a salvo do "meu" falso Deus.

E assim, nos aperfeiçoando na verdade, desfrutaremos melhor da liberdade dos filhos de Deus.

domingo, 4 de abril de 2010

PENSE NISTO - Uma palavra de Robinson Cavalcanti


QUANDO AS PROSTITUTAS REZAVAM

Quando da minha infância, nos anos 1950 a Semana Santa era formada por dias santos e não por feriados. Na Sexta-feira, os trens, da concessionária inglesa Great Western não trafegavam por esse Nordeste de meu Deus. As emissoras de rádio (não havia televisão por aqui) somente tocavam músicas clássicas e músicas sacras. Os cinemas (nossa principal diversão) apenas exibiam películas de cunho religioso. Havia uma generalizada atmosfera de reverência, e as marcas de religiosidade de nossa cultura eram evidentes. Gastronomicamente, somente comíamos peixe, que eram deliciosamente cozinhados dentro das tradições regionais. As procissões grandemente concorridas, com todos os seus desvios para a ótica protestante, eram plásticos, emocionados e emocionantes espetáculos de fé.



O prostíbulo da nossa cidade (União dos Palmares, Alagoas) tinha a sua “zona do baixo meretrício” localizada na área denominada de Alto do Cruzeiro (depois de removida do perímetro urbano do 'Jatobazinho'). Pois bem, naquele tempo (segundo depoimentos fidedignos dos aficionados) não havia dinheiro que fizesse as hoje politicamente denominadas de “trabalhadoras do sexo” atuarem em seus ofícios, antes, contritas, e com a cabeça coberta com um véu, compareciam à missa das 6h (menos concorrida do que a mais popular e mais burguesa missa das 9h) e acompanhavam devotas a Procissão do Senhor Morto.



Lembrei-me dessas coisas em nosso tempo secularizado, em que os bares e restaurantes estão cheios, no lugar do peixe algum Mac-alguma-coisa, e as prostitutas atuais (profissionais, amadoras ou semi-profissionais) não mais abandonam o batente para rezar.



É claro que o Secularismo tem raízes mais profundas no Ocidente, em que, ao contrário de muitos países, os Estados Unidos nunca tiveram como feriado a Sexta-feira da Paixão, com sua origem puritana-congregacional, que terminou, por seus descentes, facilitando a secularização.



Quando criança, fiquei chocado no Recife (bairro de Casa Amarela) quando uma Igreja Batista, em uma agressão cultural, e uma burrice evangelística, promoveu em seu amplo pátio um festivo churrasco de carne de porco na Sexta-feira Santa.



Essa semana, os profissionais que estiveram na coletiva de imprensa com os atores da “Paixão de Cristo”, em Nova Jerusalém, PE, voltaram escandalizados com a irreverência, o deboche e o estado de alta ingestão etílica de muita gente no elenco, um verdadeiro balde de água fria após o “enlevo” do espetáculo.



Nesse sentido, o mundo mudou para pior. Como sexagenário evangélico/anglicano, continuo a levar a sério a Semana Santa, a não comer carne da quarta-feira ao sábado e a ter saudades dos velhos bons tempos em que até as prostitutas rezavam...

domingo, 28 de março de 2010

SEDE POR VIVER INEBRIADO


Uma conversa ocasional em meu trabalho nesta semana me fez lembrar de meu querido amigo Rogério.





Nós nos conhecemos há cerca de doze anos, quando prestávamos serviços na rede Carrefour. Lá travamos amizade e freqüentemente discutíamos a fé cristã.





Dou muitas risadas, ao lembrar da inteligência incisiva de meu amigo e de seu sarcasmo bem-humorado, presentes mesmo nas conversas sobre temas complexos - e principalmente a maneira que ele os usava para rebater meu legalismo inconveniente de então.





Certa vez, pusemo-nos a debater sobre o consumo de bebidas alcoólicas pelo cristão. Como ele pertencia à Congregação Cristã do Brasil, tradicionalmente tolerante sobre o assunto, tinha uma postura mais flexível sobre o tema, considerando viável o beber "socialmente"; ao passo que eu, devido à minha tradição eclesiástica e por ser testemunha pessoal dos problemas causados pelo álcool, defendia total abstinência.





Foi quando ele se saiu com essa:





"Deus criou o homem de tal maneira que ele sinta naturalmente prazer quando inebriado".





Não lembro-me do que lhe disse na época – só que ficara ofendido com a maneira com que ele ligou o consumo de bebidas a Deus.





Parecia que Deus havia nos criado com defeito!





Hoje concordo parcialmente com ele.





Posso perceber que havia certo nível de verdade em suas palavras – pois agora entendo que Deus nos criou de forma tal que desejemos buscar a felicidade (e, segundo Pascal, toda nossa vida resume-se em passos para alcançar tal objetivo).





John Piper desenvolve a mesma temática em seu livro “Teologia da Alegria”.




Ou seja, realmente Deus nos criou sedentos (Eclesiastes 3.11). Temos sede por algo maior.





Segundo Agostinho, o ser humano erra por tentar utilizar (muitas vezes de forma idolátrica) meios secundários para atender a uma necessidade prioritária – diverte-se com sombras, falsos substitutos para Deus, e acaba por deixam de buscá-lo e satisfazer-se.





Então a questão não é simplesmente beber ou não beber. Mas: o que explica minha sede?




Por que essa compulsão pela busca da felicidade e prazer?





Apontar a origem de nossa sede também significa apontar o local onde ela termina: em Deus.



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PS: se alguém tiver notícias de um ex-funcionário da Reckitt-Colman e do instituto de pesquisas Nielsen chamado Rogério, que foi para Portugal tentar ganhar a vida, por favor, me avisem – para eu poder matar as saudades de meu amigo e colocarmos a conversa em dia.

domingo, 14 de março de 2010

QUEM PRECISA DE FADAS?



Os contos de fadas remetem a tradições folclóricas muito antigas, a maior parte delas,com pano de fundo medieval.

São histórias de pobres homens e mulheres (órfãos, camponeses, em resumo, “zés-ninguém”) sem espaço na vida que conseguiam reverter o destino que a lógica os reservava e encontravam seu final feliz, inspirando e consolando assim aqueles que tinham de se contentar com a dura realidade de um mundo injusto.

A estrutura básica de um conto de fadas é a seguinte: apresentação do dilema do protagonista, surgimento de uma intervenção sobrenatural que o capacita a vencer seus infortúnios, sua felicidade sem fim e a punição dos maus.

Acho interessante que a maioria dos contos de fadas menciona o sobrenatural, mas não menciona Deus – principalmente se levarmos em conta que eles são oriundos de um período em que a visão de mundo da sociedade era teológica, ou seja, com Deus ocupando o centro do pensamento e da cultura.

Por quê?

Seria Deus insuficiente para reverter os infortúnios da vida?

Não pense você que quero fazer uma crítica áspera à fantasia humana como tal: nós temos a necessidade de transcender a realidade que sabemos imperfeita, e isto nos faz sonhar com encanto e beleza, realização e felicidade pessoal, heróis que triunfam e a vitória do bem sobre o mal. Tudo isto faz parte do anseio pela eternidade que está no coração de todo ser humano, colocado nele por Deus, que criou o homem à Sua imagem e semelhança assim o reclama para Si (Eclesiastes 3.11).

Apenas estou intrigado pelo fato de Deus não aparecer nos contos de fada medievais!

Quero apresentar apenas duas proposições, que podem fucionar como possíveis explicações para o fenômeno e também como dicas para apurarmos nossa reflexão:




  1. Uma cosmovisão teológica não garante necesariamente uma vida de fé e maturidade por parte dos indivíduos que compõem esta sociedade. Ou seja, a questão não é apenas falar de Deus, mas como Deus é compreendido: será que eu vejo a Deus como Alguém interessado em mim e em minha história pessoal (incluindo meus sofrimentos), tal como a Bíblia o apresenta ou O vejo como uma entidade fria e distante ao qual devo dirigir ritos periódicos? Se assim for, Deus não me significará esperança. Devemos compreender que Deus anseia participar de nossa história de vida, e que Ele considera relevantes nossos fracassos, sucessos, atitudes e valores.



  2. Nós somos imediatistas. E não gostamos que Deus não o seja. Por isso é mais agradável conceber um mundo em que o sobrenatural aja em nosso tempo, de acordo com nossa vontade – o que torna uma fada madrinha mais atraente que o próprio Deus. As fadas são uma forma de fantasiar sobre o sobrenatural. Queremos a solução de nossos problemas já. Devemos compreender que Deus anseia trazer-nos o livramento de nossos males, mas usando seus métodos, em seu tempo. Você é capaz de confiar em Deus e no sábio uso de seus métodos? Isto se chama .

    Não quero que você jogue fora seus livros de contos de fada, queime-os ou faça coisa parecida. Não é esta a intenção deste artigo. Podemos brincar, fantasiar e sonhar. 

    Mas faremos isto de forma saudável se jamais esquecermos que Deus é quem nos proporcionará um final feliz.

sábado, 6 de março de 2010

O QUE EU PENSO SOBRE OS ILLUMINATI?


Há algum tempo que eu vinha ouvindo muitos comentários sobre um DVD, um documentário sobre a sociedade secreta dos Illuminati e seus planos para o estabelecimento de uma nova ordem mundial.



Vou ser honesto: sabendo da paranóia americana por teorias da conspiração, o tal DVD já não me soava animador. Chegou o dia, porém, em que pude assisti-lo.



O que achei?



A principal conclusão que pude tirar após assisti-lo é: nada edificante.



E, ao afirmar isso, não o faço por apenas pela discordância do caráter altamente especulativo de alguns conceitos foram apresentados, ou pela maneira temerária que nomes e pessoas foram citados, nem por duvidar que possam existir organizações secretas que estejam jogando com a humanidade (não apenas sociedades satânicas, mas conglomerados políticos e empresariais), mas principalmente porque não creio que devamos nos focalizar tanto no inimigo (principalmente, como no presente caso, potencialmente hipotético) que nossa visão de Deus seja ofuscada.



Que diz o Salmo 2?



1 Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?

2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:

3 Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.

4 Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.

5 Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.

6 Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.

7 Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.

8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.

9 Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro.

10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra.

11 Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor.

12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.



Ora, se o próprio Deus está rindo das pretensões dos seus inimigos, eu vou me estressar por causa dos Illuminati?



Devemos entender uma coisa: nenhuma força do mal, SEJA ELA QUAL FOR, opera além dos limites que o próprio Deus estabelece.



Deus está no controle de tudo!



Portanto, prepare-se realmente para os últimos dias: Jesus está voltando!



Mas prepare-se com fé, amor e vigilância. Mas sem neuras.



Maranata!

segunda-feira, 1 de março de 2010

WILLIAM COLGATE E OS DIZIMISTAS BRASILEIROS

A história de William Colgate, fundador da empresa que leva seu nome, tem sido muito utilizada como fonte de inspiração no meio evangélico, especialmente no que diz respeito à sua fidelidade e liberalidade: Desde que a Colgate não passava de uma pequena fábrica de sabão, William já havia se comprometido a ser um dizimista fiel. Com o passar do tempo e o bom andamento dos negócios, Colgate aumentou o percentual de sua contribuição: 20%, 30%, 40%... até chegar a destinar 90% de seus lucros para a obra do Senhor, de forma que, agora como bilionário proprietário de uma das maiores empresas do mundo, ficava com apenas 10% para si.

Tal relato pode suscitar (e muitas vezes suscita) a seguinte interpretação: “Se Colgate conseguiu construir todo este império sendo um dizimista ... o mesmo pode dar certo com qualquer faça o mesmo que ele”!?

Ou seja, tenta-se fazer da fé de William Colgate uma fórmula ou receita mágica para o sucesso.

Desejo propor uma pergunta:

E quanto aos outros milhares de dizimistas fiéis que não se tornaram donos de multinacionais?

Por que não se fala deles?

Será que se considera que eles não tiveram nenhuma recompensa por sua fidelidade?

Na teoria ética existe uma discussão acerca da finalidade da virtude (por que devemos praticar o bem?) que creio que pode nos ajudar: Fazemos aquilo que é correto pelo valor que a ação possui em si mesma (ética do dever ou deontológica) ou pelos bons resultados que ela pode proporcionar (ética do objetivo ou teleológica)?

Quem é dizimista o faz por solidariedade ao Reino de Deus ou pensa em alguma vantagem posterior?

A ética deontológica ensina que o bem intrínseco das ações é sua própria recompensa - aí está a recompensa de todos os milhões de dizimistas fiéis, que recebem parcos salários, tomam ônibus todos os dias e são a coluna que sustenta a igreja evangélica brasileira: o privilégio de auxiliar na expansão do Reino de Deus com seus recursos financeiros.

Lamento por aqueles que dizimam, inspirados ou não pela história de William Colgate, tentando transformar a contribuição numa espécie de fundo de investimento celestial e fazendo de Deus o seu gerente. Teriam uma atitude de maior honestidade cristã se aplicassem seu dinheiro em um fundo de investimento ou se comprassem ações.

Podem até ser mesmo da Colgate-Palmolive.