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sexta-feira, 2 de março de 2018
O SALMO FAVORITO DE DAVI
- DEUS É O REFÚGIO DE DAVI (v.1)“GUARDA-ME, ó Deus, porque em ti confio.”: O reconhecimento do salmista de que neste mundo precisaremos de proteção. A fé é o meio de acesso à proteção divina (Sl 91)
- DEUS É O SENHOR DE DAVI (v.2)
- DEUS É A RIQUEZA DE DAVI (v.3)
- O POVO DE DEUS É A COMPANHIA DE DAVI (v.3)
- DEUS É A SATISFAÇÃO DE DAVI (v.5)
- DEUS É O MESTRE DE DAVI (v.7)
- DEUS É A FORÇA DE DAVI (v.7)
- DEUS É A ESPERANÇA DE DAVI (v.5, 9-11)
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014
COMO CONCILIAR O SALMO 34 COM O CAPÍTULO 5 DE TIAGO?
Está alguém entre vós aflito? Ore.
Está alguém contente? Cante louvores. (Tiago 5.13)
Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o
seu louvor estará continuamente na minha boca. (Salmo 34.1)
Estes
dois textos, colocados lado a lado, parecem contraditórios. Um deles parece sugerir (e exortar a) um estado de constante alegria e efusão religiosa; o outro parece
reconhecer os altos e baixos da vida e a atitude adequada para cada momento.
Não
se trata de contradição, mas de complementação – cada texto atende a um
importante propósito.
Tiago
5.13 é a denúncia e a crítica da espiritualidade ufanista, movida por bravatas
(tão característica de nosso evangelicalismo!). O apóstolo sabe que a aflição é
uma realidade para os fiéis. Não os condena por seu abatimento, nem faz falsas
promessas, apenas os exorta a compartilhar com Deus seu fardo.
Tiago
sabia que a alegria simulada não traz vitória sobre a aflição (pelo contrário,
traz frustração): o aflito precisa da restauração de sua alegria, através do
contato com o Todo-Poderoso em oração.
Logo,
Tiago 5.13 é um chamado à sobriedade.
Todavia,
o Salmo 34 nos lembra que o abatimento não pode ser o estilo de vida do
cristão: louvar ao Senhor em todo o tempo, de forma contínua, não é a descrição
de uma atitude ufanista e alienada, mas nos indica uma vida de constante vitória
contra a aflição.
Assim
como Ana, que não mais se sentiu triste após orar (1Sm 1.18), o cristão possui
recursos contra a aflição que não pode ser negligente em empregar.
O
Salmo 34.1 é um chamado à manutenção da alegria.
A
Palavra de Deus possui harmonia e respostas a todas as necessidades da vida.
É por isto que nos foram dados estes dois textos. É por isso que precisamos de ambos.
Para que a vida seja encarada com
realismo e alegria.
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
LENDO O SALMO 23... CONTRA SI MESMO!
Sugiro um exercício de leitura do tão conhecido e amado Salmo 23... para verificar se o estamos vivendo.
"O SENHOR é o meu pastor;
Sendo assim, deixei de viver para mim mesmo, reconhecendo que Ele tem o senhorio sobre minha vida e o direito de me guiar para o cumprimento de Sua vontade.
nada me faltará.
Sendo assim, manterei a esperança em tempos de desesperança, sabendo que o Pastor sustenta a ovelha, suprindo suas necessidades, ainda que não necessariamente seus caprichos.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Sendo assim, tenho olhos para ver os momentos felizes de minha vida e correspondo com gratidão ao cuidado de meu Pastor.
Refrigera a minha alma;
Sendo assim, já aprendi a me alegrar no meu Pastor, e compreendo que só nEle é que poderei sustentar esta mesma alegria e força para viver - não nas circunstâncias ou na falibilidade humana.
guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Sendo assim, reconheço que o Pastor tem prioridades para minha vida (caminhos de justiça) e aceito Sua prerrogativa de guiar-me em direção ao cumprimento de Seus santos propósitos, pois é precisamente por ser o Bom Pastor que Ele assim age para comigo.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte,
Sendo assim, não nutro expectativas falsas e floreadas acerca do caminhar com o Pastor: Ele próprio caminhou no vale da sombra da morte - por mim, sem reclamar.
não temeria mal algum, porque tu estás comigo;
Sendo assim, sei que, embira o vale seja assustador, lembro que o Pastor está comigo, e mantenho meus olhos no pastor, e não no vale.
a tua vara e o teu cajado me consolam.
Sendo assim, reconheço todas as expressões de Seu amor por mim, mesmo aquelas que, a princípio, me contrariam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos,
Sendo assim, não preciso encher meu coração de ódio e rancor; o Pastor exercitará justiça.
unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Sendo assim, não preciso me entregar à autopiedade e autocomiseração, pois sei que, para Ele, sou especial e tenho valor.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR por longos dias".
Sendo assim, reconheço que todos e quaisquer planos que eu venha a traçar nesta vida deverão todos culminar em um objetivo supremo: continuar servido ao Pastor e caminhando com Ele. Sempre.
O Pastor é bom. Nós é que precisamos ser melhores ovelhas.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
AMAR A DEUS, AMAR MÚSICA CLÁSSICA
Algumas distinções entre cultura erudita e cultura popular baseiam-se em critérios subjetivos e, por vezes, preconceituosos.
Porém, li há vários anos em um livro de Filosofia uma maneira de conceituar (e contrastar) a cultura popular e a cultura erudita que chamou muito minha atenção: segundo o autor, a cultura popular se caracteriza por apresentar pouca informação ao indivíduo em suas produções, ao passo que a cultura erudita apresenta grande quantidade informação ao indivíduo - daí o motivo pelo qual determinado bem cultural se tornar "popular" e outro não: a cultura popular, por apresentar menor quantidade de informação ao indivíduo, se torna mais fácil de ser apreciada/interpretada/consumida: em outras palavras, é mais palatável, porque exige menos do indivíduo.
Não posso deixar de pensar que isto é verdade, pelo menos no que diz respeito à música: um hit das paradas de sucesso é um perfeito exemplo das características da cultura popular de acordo com o autor, com seus versos repetidos de fácil memorização (a típica música "grudenta") .
O mesmo não ocorre com uma peça de música clássica - sua linguagem exige mais esforço interpretativo por parte do apreciador-intérprete: uma maior abertura emocional, maior uso da abstração.
Ou seja, uma música popular pode ser curtida de forma instantânea; a música clássica exige envolvimento do indivíduo para que ela possa ser curtida de forma plena.
As pessoas geralmente afirmam não gostar de música clássica, mas na verdade elas não aprenderam a apreciá-la, ou seja, não aprenderam dar o suficiente de si para atender as exigências do gênero, a construir uma postura suficientemente positiva e favorável para apreciação, e por isso se fecham à música erudita.
(Um fato estranho: muitas pessoas dizem que não gostam de música clássica e ao mesmo tempo não conhecem música clássica!!! Como é possível não gostar do que não se conhece?)
Penso que às vezes o mesmo que acontece na esfera musical acontece em relação a Deus.
Um deus raso, palatável, que acrescenta pouco e exige pouco de quem se apresenta a ele facilmente se torna "pop". Palatável como o hit do momento e tão irrelevante quanto.
Temo que a superficialidade de alguns cristãos se deva à reinterpretação "pop" que fizeram de Deus, tornando-o em um deus que exige pouco porque acrescenta pouco à vida de alguém.
Já a apreciação de Deus, reconhecendo quem Ele é - ah, é muito diferente e exige um profundo envolvimento do indivíduo: Sua mensagem é rica em informação transformadora, que deve ser reconhecida em sua relevância, em expectação aprendente; Sua linguagem atinge integralmente o ser, racional, emotiva e volitivamente, tocando-o de maneira especial; Suas promessas superam os melhores sonhos da abstração humana; a adoração se torna a apreciação da beleza de Seu ser, da perfeição de Seu ser (caráter, atributos, obras e vontade).
A apreciação de Deus exige abertura diante de Sua linguagem e mensagem. Abertura à profundidade, desejo de ir mais além. Exige uma postura positiva, ativa para a apreciação e apreensão da voz e do ser de Deus. Em caso contrário, a experiência do indivíduo poderá ser seriamente prejudicada, à semelhança daqueles que evitam a música clássica por terem se feito surdos à mesma.
É a própria profundidade de Deus que impede que ele seja concebido de forma "pop".
Por isso percebo que amar a Deus tem muita semelhança com aprender a amar música clássica - é o ato de aprender a deslumbrar-se, de forma constante.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
MEU ELOGIO A NED FLANDERS
Sei que não á possível falar de apenas "um" Ned Flanders.
Afinal, cada diferente episódio (e cada diferente roteirista) apresenta um novo olhar, uma nova forma de te definir, apesar de manterem, de forma consciente ou não, o mistério que há em você.
Não conseguiram negar o poder de sua fé genuína e os benefícios que ela traz aos que convivem com você.
Sim , pois no seriado que consagrou o deboche niilista como meio de crítica e denúncia, você permanece como um referencial de decência e sanidade.
Apesar de tudo.
Apesar de muitas vezes tentarem transformar você em um símbolo da obsolescência do Cristianismo, não conseguiram impedir que você fosse admirado.
Apesar de tentarem fazer de você o bode expiatório dos erros dos religiosos modernos e do passado, não conseguiram diluir a validade de sua crença e de seu exemplo.
Sua ingenuidade apenas dá testemunho da singeleza de sua fé.
Quando você se mostra limitado na compreensão dos aspectos mais amplos de sua crença, você se irmana com todos aqueles que precisam crescer na graça e conhecimento de Jesus Cristo.
Seus erros dão testemunho de sua fragilidade - a qual você confessou e encarou de forma franca, diversas vezes.
Você é temente a Deus - e, justamente por isso, você se torna amigo de Deus e amigo do próximo.
E aí está toda a diferença.
Seu simples e ao mesmo tempo vasto legado consiste em estender constantemente a destra da amizade a um vizinho insuportável, mostrar-se mais devoto do que o clérigo de sua comunidade, ser um pai dedicado e um cidadão honesto e cortês.
Então, por demonstrar de forma tão clara prática o amor de Cristo, eu te dou meus parabéns, Ned Flanders!
Parabéns por seu bom testemunho durante estes 20 anos de "Os Simpsons"!
Parabéns por impedir que o seriado de maior longevidade na história da televisão ficasse totalmente secularizado!
Parabéns por fazer a diferença em Springfield!
E parabéns por mostrar que a fé, o amor e a esperança são ferramentas mais poderosas e eficazes que o deboche e o niilismo.
sábado, 14 de julho de 2012
O VERSÍCULO MAIS TRISTE DA BÍBLIA
“Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como
a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que
rega a terra” (Oséias 6.3).
O que torna triste este versículo – que tem sido largamente
utilizado como tema de canções e congressos pela igreja brasileira?
O que torna triste este versículo – que expressa um anelo
nobre e que deve, sem sombra de dúvida, ser endossado: o de conhecer de forma
crescente e contínua a Deus?
O que torna triste este versículo – escrito pelo profeta que
exemplificou em sua vida pessoal a intensidade e fidelidade do relacionamento
de amor Deus com Seu povo?
O que torna triste este versículo – que faz parte do rol dos
chamados “versículos conhecidos” da Bíblia Sagrada (sem dúvida um status
privilegiado para este texto, levando em consideração o atual índice de
analfabetismo bíblico)?
O que torna tão triste este versículo é o seu contexto – ou,
de forma mais precisa, o versículo seguinte:
“Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque a
vossa beneficência é como a nuvem da manhã e como o orvalho da
madrugada, que cedo passa” (Oséias 6.4).
Deus não se enganou pelas belas palavras daqueles que, desde
o versículo 1, falavam sobre conversão e restauração. Deus conhecia o coração
deles.
Era fogo de palha – e, para Deus, fogo de palha é fogo
estranho.
Oséias 6.3 é simplesmente o registro de uma grande
fanfarronice de Israel.
Uma fanfarronice que dá testemunho da justiça do julgamento
executado por Deus, conforme relata o versículo 5. E é triste ver que o Deus que julgou a
dissimulação de Seu povo tinha como anseio justamente ser conhecido
por ele (versículo 6), em um relacionamento ortodoxo e ortoprático – mas Seu
povo teimosamente preferia se ater a uma religiosidade hipócrita,
insensível e ritualística, sofrendo as consequências disto.
O que torna Oséias 6.3 o versículo mais triste da Bíblia é
constatar que a nobre intenção do versículo, expressa em tão belas palavras,
não foi cumprida.
Que possamos fazer melhor.
Deus não é o Capitão Nascimento, mas certamente já
está farto de fanfarronice. Mesmo daquelas expressas com as palavras mais belas
.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
ME ENCHES DE VERGONHA, ZACARIAS!
"E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo:
Bendito o Senhor Deus de Israel,
Porque visitou e remiu o seu povo,
E nos levantou uma salvação poderosa
Na casa de Davi seu servo.
Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;
Para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam;
Para manifestar misericórdia a nossos pais,
E lembrar-se da sua santa aliança,
E do juramento que jurou a Abraão nosso pai,
De conceder-nos que,
Libertados da mão de nossos inimigos, o serviríamos sem temor,
Em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.
E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos;
Para dar ao seu povo conhecimento da salvação,
Na remissão dos seus pecados;
Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus,
Com que o oriente do alto nos visitou;
Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte;
A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz" (Lucas 1.67-79).
O Evangelho de Lucas é minucioso na análise dos eventos que precederam o nascimento de Cristo, relatando os louvores das pessoas que os vivenciaram.
Entre eles está o cântico do velho Zacarias.
Um cântico proferido depois de 9 meses de mudez, com o nascimento do filho que Zacarias havia considerado impossível.
Este cântico é chamado de profecia por Lucas.
Neste cântico, chamado de Benedictus, o sacerdote bendiz a Deus por:
• Seu caráter fiel e misericordioso;
• Sua intervenção na salvadora na história humana;
• O alcance universal desta salvação, incluíndo Israel e as nações.
O que mais chamou minha atenção ao ler o Benedictus, contudo, foi o versículo 75, onde Zacarias anela pelo tempo em que o povo de Deus, livre da opressão de seus inimigos, O serviria em justiça e santidade.
Não estamos sob o jugo de um império militar, cerceando a vida, a fé e a liberdade, como Zacarias estava.
Sendo assim, porque o Senhor não é melhor servido em justiça e santidade?
Por que não se cumpriu o sonho de Zacarias?
Teria Zacarias se esquecido que os inimigos da fé não são externos, mas internos também? Não apenas físicos (carne e sangue), mas espirituais (principados e potestades)?
Teria Zacarias sido ingênuo, no final das contas?
Tosco?
Pobre Zacarias...
?
Não sei – só sei que quanto a mim, que não vivo com a espada romana em minha garganta, sinto vergonha lendo o cântico do velho sacerdote.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
POR QUE ACABA O PRIMEIRO AMOR?
Pense em uma pessoa que teve a oportunidade de mudar-se para uma casa maravilhosa que, entre outras coisas, lhe prporcionava a vista de uma belíssima paisagem natural pela janela.
Enquanto a vida naquela casa é uma experiência nova, o morador consegue se extasiar com a beleza que o cerca, sentir-se grato e motivado.
O convívio com tanta beleza, porém, faz com que o morador se habitue à paisagem - e, com o tempo, deixa de se fascinar.
Com o tempo, não se debruça mais à janela.
E com o tempo, questiona-se se não deveria ir para outro lugar.
O mesmo ocorre com o relacionamento com Deus.
No início da caminhada cristã, experimentar a beleza de Deus e de Seu Reino é uma vivência de puro encantamento, pois o contraste entre sordidez da antiga realidade de vida e a nova está presente com mais fescor no coração do fiel.
Há, porém, uma distorção perversa muito comum nos relacionamentos humanos, que se repete no relacionamento com o Senhor: o fato de que o convívio produz m perigoso tipo de familiarização, que ao invés de aumetar a intimidade, produz rotina e indiferença.
A pessoa se acostuma com Deus - e de tanto se acostumar com Deus, não consegue se fascinar por ele como antes.
Que fazer?
Como não perder o primeiro amor?
Como não perder a capacidade de se fascinar com Deus?
Apresento as seguintes sugestões:
1. A primeira sugestão que eu dou é de consciência: nossa "nova casa" faz de nós pessoas privilegiadas - da mesma forma que um confortável chalé nas montanhas é um bem precioso, nunca devemos nos esquecer do valor de Deus - e de quão abençoado por tê-Lo conosco.
(Sei que é uma sugestão cruel, mas uma ótima forma de aguçarmos nossa consciência neste sentido é lembrar-mo-nos de como era nossa antiga casa, nossa antiga vida...)
2. A segunda sugestão diz respeito ao olhar: quem contempla a beleza prolongadamente pode desenvolver um olhar apático e indiferente... a menos que aprenda a estar sempre descobrindo novos aspectos da beleza que o cerca. Quem disse que conhecemos a beleza de Deus de forma exaustiva? Se nosso relacionamento com Deus for dinâmico, sempre estaremos O conhecendo melhor - e ao aprofundar nossa percepção de Deus, esaremos sempre nos surpreendendo e nos fascinando com a beleza de Seu ser, caráter e propósitos.
(Quando contemplar a paisagem da janela não basta, vá explorar a paisagem - ou seja, nossa apropriação de Deus deve ser sempre crescente...)
3. E, finalmente, a última sugestão é de ordem existencial: a beleza de sua nova casa, de seu novo ambiente de vida já havia conseguido encher seu coração (lembra do que você sentia quando "abria a janela" e se extasiava com a beleza de sua nova situação de vida?): sendo assim, você não precisa ir para outro lugar. Para onde você iria? Seu novo ambiente satisfazia suas necessidades - e preserva ainda o mesmo potencial de satisfação. Não precisamos de um novo ambiente. Precisamos de uma nova postura no mesmo ambiente. Uma postura renovada diante de Deus.
Pois toda vez que esfria o primeiro amor vemos que não estamos com um problema, mas que estamos nos tornando um problema.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
UMA LEITURA TEOLÓGICA DE “LANTERNA VERDE”
O legalista dentro de mim estava com medo de tirar uma folga e ir ao cinema.
Mas Deus sabe como estava precisando de uma folga.
Fui ao cinema - e Ele falou comigo através do filme!
Saí do cinema com a visão espiritual mais aguçada do que antes de entrar na sala de projeção!
Isto ocorreu quando fui assistir “Lanterna Verde” no cinema.
Já tinha o desejo de assistir a este filme desde que soube de seu lançamento (fui logo quando o filme foi lançado, pois quanto mais eu demorasse para ir, mais difícil seria encontrar uma sessão em 2D com horário compatível – não consigo enxergar efeitos em 3D devido à minha deficiência visual), pois mesmo que Hal Jordan e seus companheiros não sejam meus super-heróis favoritos, considero interessantíssima a temática de seus gibis (ou seja, o anel energético – uma arma movida pela imaginação).
Em resumo, a adaptação cinematográfica da história do super-herói da DC Comics o apresenta sob a seguinte premissa:
"1. Ser escolhido para ser um Lanterna Verde é a mais alta honraria possível;
2. A missão de um lanterna Verde é promover a justiça e defender a vida;
3. O poder de um Lanterna Verde é um poder outorgado para o exercício específico desta tarefa;
4. O poder de um Lanterna Verde não provém dele mesmo, e o anel necessita ser constantemente recarregado na bateria, a fonte do poder verde, no ato de repetir o juramento solene que contém seus princípios;
5. Apesar de possuir o anel energético, é o desenvolvimento pessoal do Lanterna Verde que o torna mais exímio no seu manuseio do anel e eficaz em suas batalhas;
6. O potencial de um Lanterna Verde se desenvolve á medida que ele não sucumbe à 'impureza amarela' que pode neutralizar seu poder".
Saí do cinema alegre, com o paralelo que o filme possibilita fazer entre os Lanternas Verdes e o Reino de Deus:
1. Ser chamado para o Reino de Deus é a mais alta honraria que um ser humano pode receber;
2. Os súditos do Reino possuem uma missão comprometida com a promoção da vida e da justiça;
3. O poder concedido aos súditos do Reino não é para a promoção de seus próprios interesses, mas é outorgado para o cumprimento de sua missão como agentes do Reino;
4. O poder dos súditos do Reino não provém deles, logo, os filhos do Reino não podem negligenciar a Fonte de seu poder, a saber, o próprio Rei, nem os princípios do Reino;
5. Quanto mais o súdito do Reino cresce como pessoa, mais eficiente ele se torna como agente do Reino;
6. E, finalmente, quanto mais vitorioso é o súdito do Reino contra a impureza que o ameaça, maior será seu potencial!
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
JESUS, DUPLAMENTE O BOM PASTOR
A palavra “bom” normalmente é entendida apenas em sua conotação moral, mas ela relaciona-se também ao campo da habilidade ou competência.Sendo assim, a menos que se explique o que quer dizer com a palavra “bom”, a compreensão não é garantida.
Vejamos, por exemplo, o caso de um “bom mecânico”:
Ele pode ser um sujeito gente boa, mas sem competência para seu ofício: podemos dizer que ele é um "bom mecânico” apenas no sentido moral – e você jamais confiaria nele para consertar seu carro.
De forma inversa, posso ter um mecânico extremamente habilidoso, conhecedor de todas as técnicas de seu ofício, mas sem nenhum tipo de decência pessoal: ele é um “bom mecânico” apenas por ser competente no que faz, mas você também não conseguiria confiar nele por ser um crápula.
Sendo assim, é possível ser “bom” e “mau” ao mesmo tempo: tudo depende do âmbito abordado!
Quando Jesus intitula-se como “O Bom Pastor”, Ele exclui a ambiguidade, pois em Sua bondade moral Ele sacrifica-se por suas ovelhas, e por ser bom no que faz, consegue garantir que elas tenham vida (João 10.11,27-28).
A profundidade da bondade divina ajuda a entender a expressão do salmista: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Salmo 37.5).
Somente quem é bom por inteiro pode inspirar perfeita confiança.
E nós? Já partilhamos desta confiança? Não?
Por que isto ocorre?
Há algum ponto em que cremos que Ele não é bom o suficiente, seja no campo da moral (o que faria dEle um canalha) ou da competência (o que faria dele um inepto), ou...
...simplesmente não O conhecemos como deveríamos, e por isso não conseguimos apaziguar nosso coração?
Não sei qual é sua situação.
Mas como Ele é bom, está te dando mais uma chance de mudar sua percepção e começar a viver melhor.
quinta-feira, 10 de março de 2011
PEDRO, PAULO E NOSSO RELACIONAMENTO COM ELES
Não é exagero falar que, depois do Senhor Jesus, Pedro e Paulo são os personagens mais importantes do Novo Testamento.
Da mesma forma, também são os mais amados.
Por razões diferentes, no entanto.
Em Pedro enxergamos o nítido retrato da humanidade – o que sempre corresponderá a um quadro de fragilidade: sua impulsividade, sua fanfarronice, suas ideias absurdas, sua demora em aprender, e seu amor sincero por Jesus.
Amamos Pedro porque enxergamos a nós mesmos nele.
Com Paulo a situação toma outro rumo: amamos sua constância, dedicação, energia, vanguardismo e coerência. Amamos Paulo porque vemos nele a realização de um ideal que gostaríamos de alcançar em nossas próprias vidas.
Pedro desperta em nós cumplicidade. Paulo provoca admiração.
Rimos de Pedro, o trapalhão. Ficamos graves diante de Paulo, o apóstolo aos gentios.
Ouso dizer que somos esmagados pelo gigantismo que representa a figura de Paulo, que se torna, ao mesmo tempo para nós, desafio e frustração, e que respiramos aliviados diante de Pedro: ele é uma válvula de escape para nós.
Pedro, humano demais; Paulo, às vezes aparentando ser sobre-humano.
Nossa relação com Paulo apresenta um binômio de amor/frustração, ao passo que com Pedro somos tomados de amor/irritação (sim, pois mesmo que vejamo-nos a nós mesmos na trajetória de Pedro, impacientamo-nos com a demora do apóstolo em amadurecer – queremos ver mais dele, da mesma forma que queremos ver mais de nós).
Nossa análise dos apóstolos seria injusta se terminasse por aí, pois estaria se limitando apenas às impressões iniciais que estes homens nos passam.
Quando penetramos mais profundamente no pensamento destes homens, em um exame mais minucioso do que eles viveram e escreveram, as primeiras impressões desaparecem.
Conhecemos um Paulo que se considerava portador de defeitos piores que Pedro – a ponto de ter sua tendência ao orgulho necessariamente sob a disciplina de um espinho na carne.
Conhecemos um Paulo que considerava todas as realizações de sua vida como obra da graça de seu Senhor em si.
Conhecemos um Paulo que se gloriava de suas fraquezas e falava delas com franqueza.
Conhecemos um Paulo que considerava-se longe da perfeição, jamais deixando de engajar-se em seu aprimoramento pessoal.
Conhecemos, enfim, um Paulo que azia a apologia do demérito – e, acima de tudo, um homem totalmente fascinado pela figura de seu Senhor.
Da mesma forma, em Pedro, conhecemos um homem que revelou-se mais que um trapalhão, mas alguém que aprendeu através do erro.
Conhecemos um Pedro que, tendo escrito menos que seu colega Paulo, nos legou a peça mais importante da Bíblia acerca do sofrimento cristão.
Conhecemos, enfim,um Pedro que cumpriu o propósito de seu Senhor, pastoreando as suas ovelhas – o trapalhão,afinal, evoluiu.
Que bom que nenhum relacionamento sério é construído através de impressões superficiais!
Permitindo que estes homens falem por si mesmos acerca de si e de sua experiência de fé através das páginas das Escrituras, nos livramos do fardo de estabelecer um relacionamento contraditório com eles, percebendo que, apesar de suas diferenças, ambos eram igualmente dependentes da graça de Deus e amados por seu Senhor.
Assim como nós.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
MAIS QUE UM JOGO DE PALAVRAS
A professora Ligia Cadermatori escreveu que nós, ao tornarmos-nos adultos, perdemos facilmente o sentido estético e lúdico das palavras,limitando-nos apenas ao seu sentido instrumental.
Poetas, literatos e crianças ainda possuem este senso em si.
É com mestas palavras em mente que confesso que sempre me impressionei com a dedicatória que C. Y. Scofield (1843-1921) escreveu no prefácio de sua famosa Bíblia de Estudo:
"... dedicada ao serviço entre os homens deste Deus Amoroso e Santo, cuja maravilhosa graça em Cristo Jesus ela procura exaltar".
Parece tolo escrever um artigo apenas sobre o teor poético empregado na redação de uma dedicatória, mas mais do que um jogo de palavras, as palavras de Scofield sempre me comoveram pelos sentimentos que elas envolvem:
"Aos homens deste Deus Amoroso e Santo": não existe no mundo título mais honroso do que este: homem de Deus. E certamente as pessoas que o detêm (e não apenas o ostentam por fanfarronice) são verdadeiros "ornamentos da doutrina de Deus nosso Salvador" (Tito 2.10) e dignas de nossa mais sincera admiração - sentimento que Davi já havia expressado no Salmo 16.3 ("Quanto aos santos que estão na terra, eles são os ilustres nos quais está todo meu prazer") e Scofield aqui endossa. O mundo fica melhor com pessoas deste porte;não há nada mais belo que os efeitos da obra do evangelho na vida de um ser humano.
"... cuja graça maravilhosa em Cristo Jesus ela procura exaltar" - o cristianismo só é verdadeiramente compreendido e apreciado quando entendido como uma religião erigida sobre o amor imerecido de Deus - este é o seu ponto central e nevrálgico, mais admirável e escandaloso, que tanto nos livra do engano e do fardo do autosoterismo quanto nos ensina humildade para aceitar o próximo como fomos aceitos - desta verdade brota um sentido de missão e urgência para a nossa vida: a adoração agradecida, como expressou Charles Wesley (1707-1788), que desejou "ter mil línguas para entoar louvor" à graça divina.
Enfim, as palavras de Scofield continuarão a me impressionar pela singeleza com que revestiu coisas de imenso valor com profundos sentimentos. Que assim seja o meu coração.
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domingo, 16 de janeiro de 2011
SOBRE USOS, COSTUMES E OS TEMPOS ÁUREOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS
Em 2011, a Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do país, completa 100 anos de existência.
Oriunda do pentecostalismo, movimento que buscava resgatar a vitalidade espiritual da igreja, conforme o modelo da Igreja Primitiva, relatado nas páginas do livro dos Atos dos Apóstolos, a denominação sofreu a influência, em sua pregação e ensino, deste movimento, assumindo características que contribuíram para forjar alma do crente assembleiano, como: o fervor devocional, o ministério dinamizado pelos dons do Espírito Santo, a abertura diante das intervenções divinas no cotidiano (sejam curas, milagres, visões ou outras atuações do Espírito Santo), a ênfase em missões e na Segunda Vinda de Cristo.
Qualquer assembleiano que se preze fica doente quando percebe que qualquer um destes elementos encontra-se em baixa em sua comunidade!
O fervor e dedicação das primeiras gerações de assembleianos foi recompensado: não apenas com o crescimento numérico da denominação, mas principalmente pelo avivamento contínuo experimentado pela mesma, traduzido em farta distribuição de dosn espirituais, curas, milagres, evangelismo impactante, dedicação ao Senhor.
Atualmente, a denominação enfrenta sérios problemas (assunto que tratarei em outro artigo), mas neste assunto desejo tratar de um tema que tem íntima relação com a alma assembleiana, chegando a ser problemático: usos e costumes e sua relação com avivamento espiritual.
Não são poucos os irmãos que consideram que os extraordinários resultados espirituais obtidos pela denominação em décadas passadas foi resuldado direto de sua austeridade em questões como vestimentas (proibição de calças para mulheres e bermudas para homens), estética (proibição de jóias, maquiagem, e cabelos curtos para as mulheres e barba para os homens), lazer (proibição da televisão, cinema, música, esportes) e etc. Na busca por santidade, toda a “vaidade” deveria ser vencida.
E estes irmãos crêem sinceramente que a denominação não experimenta o mesmo avivamento porque “relaxou” nestas questões.
Quando alguém tenta oferecer esclarecimento bíblico acerca destes assuntos (pois hoje sabe-se que muitos destes pontos “doutrinários” defendidos com unhas e dentes no passado eram fruto de interpretações errôneas de versículos da Bíblia e da cristalização de aspectos da cultuta do início do século XX), argumentam, céticos: “Quando a denominação seguia tais regras, ela era mais abençoada”.
Aí está uma questão realmente intrigante:
Se hoje sabemos que as antigas regras impostas à denominação não possuem respaldo bíblico, porque os seus maiores picos de avivamento ocorreram quando ela as seguia?
(É sempre é tentador para a alma assembleiana, que anseia fervorosamente por avivamento, ceder a tais argumentos e recrusceder aos tempos do legalismo.)
Arrisco-me a dar uma resposta:
Os antigos usos e costumes adotados pela denominação não dão testemunho de sua correção doutrinária, mas da resolução sincera daquela geração de cristãos em seguir, buscar e agradar ao seu Senhor - submetiam-se a tais regras porque as compreendiam como parte de seu compromisso cristão.
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Porque amavam ao Senhor, submetiam-se a tais coisas, muitas vezes renunciando mesmo ao seu senso de inquirição (sim, pois esta questão nunca foi ponto pacífico para a alma assembleiana: mesmo nos áureos tempos de “santidade” estrita, tais regras eram questionadas), calando-o por amor.
E ao escrever estas linhas não deixo de pensar no ancião que testificou como, quando novo convertido, raspou seus cabelos, em arrependimento contrito, pelo pecado de haver usado gel.
Sandice? Farisaísmo? Ou amor em demasia?
Sendo assim, o segredo não estava nos usos e costumes adotados, mas na devoção que estes usos e costumes traduziam.
O problema das comunidades que não vivenciam o cristianismo de forma dinâmica não é vaidade, libertinagem ou de intelectualização da fé, mas devoção.
Sendo assim, dentre os muitos desafios que cabe à Assembleia de Deus vencer neste segundo centenário de sua existência, ela deve tornar melhor compreendida entre sua membresia a mensagem de Paulo: “Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que opera maravilhas entre vós o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gálatas 3.5), a fortalecendo a alma assembleiana de qualquer tendência de ceder ao legalismo, ensinando às novas gerações que Cristo pode ser desfrutado da mesma forma que outrora - não só com zelo, mas também com entendimento.
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