- Seu ministério deve ser consequência de sua vida com Deus. Sendo assim, não inverta a ordem dos fatores, nem as prioridades.
- Não se esqueça que, antes de mais nada, você é crente: você deve glorificar ao Senhor no púlpito e fora dele.
- Ser pregador é mais do que ser uma máquina de fabricar sermões. Busque seu desenvolvimento integral (afetivo, social, cultural); viva e cresça como pessoa e como servo de Deus.
- Não permita que sua família fique à parte de seu ministério e nem permita que o ministério destrua sua família.
- Busque independência financeira e estabilidade profissional, para que o exercício de seu ministério não seja motivado por dinheiro ou mesmo pela subsistência.
- Entenda que o poder de seu sermão reside na biblicidade do mesmo. A unção de Deus não opera à parte da Palavra de Deus
- Não se preocupe em impressionar ou mesmo agradar, se preocupe em ser fiel (mesmo que você te convidem a retornar).
- Dependa de Deus e faça seu melhor.
- Como pregador, você tem duas ferramentas de trabalho: a Palavra e a palavra. Seja bom teólogo e bom comunicador.
- Que sua agenda esteja comprometida com a agenda de Deus.
- Você faz a obra, mas não está no controle da mesma. Trabalhe e deixe Deus cuidar dos resultados (obs: e alguns deles permanecerão desconhecidos a você).
- Mantenha sempre o enfoque evangelístico em suas ministrações.
- Que seu estilo homilético reflita, acima de tudo, autenticidade.
- No púlpito, adote o lema de João Batista: que Ele cresça e eu diminua.
- Não prostitua seu ministério.
- Evite os extremos do academicismo e do fanatismo. A genuína erudição anda junta com o fervor correspondente.
- Nem sempre você receberá aceitação, gratidão ou honras. Não seja iludido. Contudo, continue pregando, quer os homens te conferiram tais coisas ou não.
- A verdade liberta. Logo, entenda-se e aja como agente de emancipação e transformação do ser humano, e não de sua alienação.
- Tenha fé diante de seus fracassos e seja paciente (não conivente!) consigo mesmo. Você está em formação continuada. Fracassos não são superados com desistência, mas com perseverança.
- Não se canse de amar a Deus e às pessoas.
Mostrando postagens com marcador pregação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pregação. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 8 de maio de 2018
CONSELHOS A JOVENS PREGADORES
Marcadores:
ministério,
perspectivas,
pregação
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
REAVALIANDO O SIMPLISMO EVANGÉLICO
O discurso evangélico é simplista. Enfatiza que somente (e apenas) Jesus é a solução para o problema humano. Sua tese, portanto, é a de que tudo que o homem necessita é receber Jesus Cristo.
Na verdade, este simplismo é verdadeiro e não há nada de errado com ele. Aliás, é bom quando o discurso evangélico consegue alcança tal grau de singeleza (2.ª aos Coríntios 11.3).
No século V Agostinho, definiu o mal como privação do bem. Sendo Deus o bem supremo, aproximar-se de Deus constitui-se na solução do problema ontológico e ético do ser humano, tanto individual quanto coletivamente.
Esta é a mensagem cristã: as pessoas precisam desesperadamente de Deus (ainda que não reconheçam) e Deus é acessível através de Cristo.
Simples, não?
Há uma crítica a ser feita, porém – não ao simplismo do discurso evangélico, mas à interpretação e aplicação simplista do discurso evangélico.
É absolutamente correto afirmar que receber a Jesus é a única e exclusiva solução do problema humano, MAS:
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus é compreendido apenas como uma alteração de hábitos religiosos;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus é desvinculado de sua dimensão ética;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus se torna um exercício de individualismo, não se prestando à formação do espírito de comunidade;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus é compreendido apenas como uma garantia de bem-aventurança pós-morte, sem a realidade da bem-aventurança presente;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus não é compreendido como o caminho para a formação de um ser humano melhor, em todos os aspectos de sua vida;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus gera alienação ao invés de emancipação;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus é compreendido como subserviência àqueles que falam em nome dEle, ao invés de compromisso ardoroso com a realização da vontade de Deus;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus não gera gratidão e misericórdia para com o próximo, mas bravatas orgulhosas;
...o problema humano não é solucionado quando o ato de receber Jesus não traz novidade de vida.
A Igreja evangélica não deve ter vergonha do simplismo da mensagem que prega (isto é positivo!) - mas se faz necessário discernimento para esta mesma mensagem não seja deturpada em algo simplório.
Marcadores:
crenças,
ministério,
pregação,
religiosidade,
responsabilidade
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
PERIGO: QUANDO O PREGADOR SE TORNA INGÊNUO
Quando o pregador é ingênuo, ele prega como se o ideal já fosse realidade, deixando de fornecer subsídios tanto para a crítica da realidade quanto para a implementação do ideal.
Quando o pregador é ingênuo, ele não atenta para o viés ideológico que sua mensagem pode estar assumindo, e nem questiona a quais interesses pode estar servindo: aos de Deus ou ao dos homens.
Quando o pregador é ingênuo, ele não cria pontes, mas paredes entre as questões de seu tempo, acreditando que assim protege seus ouvintes.
Quando o pregador é ingênuo, ele elege certos temas como tabu e evita abordá-los em seus sermões, crendo com isso que estará prestando um serviço a seus ouvintes - deixando de enxergar, assim a abrangência bíblica sobre o todo da realidade e da experiência.
Quando o pregador é ingênuo, ele acredita que sempre tem de ratificar outros pregadores.
Quando o pregador é ingênuo, ele considera que a diferença entre a pregação e ensino é de conteúdo, e não de método, de forma que sua proclamação não ensina - e quando ele ensina, não proclama.
Quando o pregador é ingênuo, ele acredita que pode abrir mão de “ismos” e “logias”, simploriamente crendo que pode descartar mais de 20 séculos de reflexão teológica cristã – e ignorando o quando estas categorias já estão incorporadas a nossa compreensão do cristianismo.
Quando o pregador é ingênuo, ele não possui argumentos, mas generalizações, clichês e frases prontas – e acredita que está fazendo um bom trabalho.
Quando o pregador é ingênuo, ele acredita que orar soluciona todas as coisas.
Quando o pregador é ingênuo, ele se responsabiliza por questões que não são de sua alçada, e perde o foco de suas reais responsabilidades.
Quando o pregador é ingênuo, ele não entende que ele tem de desenvolver o senso crítico de seus ouvintes.
Quando o pregador é ingênuo, ele não sabe avaliar resultados – e talvez nem saiba quais são os resultados que deva buscar.
Por que pregadores ingênuos são tão perigosos?
Porque a ingenuidade no ministério do pregador implica no risco de que ele esteja vindo a ser uma marionete que forma marionetes.
Marcadores:
ministério,
pregação
Assinar:
Postagens (Atom)


