sábado, 14 de julho de 2012

O VERSÍCULO MAIS TRISTE DA BÍBLIA


“Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6.3).

O que torna triste este versículo – que tem sido largamente utilizado como tema de canções e congressos pela igreja brasileira?

O que torna triste este versículo – que expressa um anelo nobre e que deve, sem sombra de dúvida, ser endossado: o de conhecer de forma crescente e contínua a Deus?

O que torna triste este versículo – escrito pelo profeta que exemplificou em sua vida pessoal a intensidade e fidelidade do relacionamento de amor Deus com Seu povo?

O que torna triste este versículo – que faz parte do rol dos chamados “versículos conhecidos” da Bíblia Sagrada (sem dúvida um status privilegiado para este texto, levando em consideração o atual índice de analfabetismo bíblico)?

O que torna tão triste este versículo é o seu contexto – ou, de forma mais precisa, o versículo seguinte:

“Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque a vossa beneficência é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Oséias 6.4).

Deus não se enganou pelas belas palavras daqueles que, desde o versículo 1, falavam sobre conversão e restauração. Deus conhecia o coração deles.

Era fogo de palha – e, para Deus, fogo de palha é fogo estranho.

Oséias 6.3 é simplesmente o registro de uma grande fanfarronice de Israel.

Uma fanfarronice que dá testemunho da justiça do julgamento executado por Deus, conforme relata o versículo 5. E é triste ver que o Deus que julgou a dissimulação de Seu povo tinha como anseio justamente ser conhecido por ele (versículo 6), em um relacionamento ortodoxo e ortoprático – mas Seu povo teimosamente preferia se ater a uma religiosidade hipócrita, insensível e ritualística, sofrendo as consequências disto.

O que torna Oséias 6.3 o versículo mais triste da Bíblia é constatar que a nobre intenção do versículo, expressa em tão belas palavras, não foi cumprida.

Que possamos fazer melhor.

Deus não é o Capitão Nascimento, mas certamente já está farto de fanfarronice. Mesmo daquelas expressas com as palavras mais belas .

terça-feira, 19 de junho de 2012

O HOMEM QUE MAIS PREJUDICOU O CRISTIANISMO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE


Esqueça Darwin com a Teoria da Evolução, ou mesmo Nietszche, que alardeou pelos quatro cantos a bravata de que Deus estava morto, ou mesmo ainda um dos neo-ateus da atualidade, como Richard Dawkins.

Não.

O maior prejuízo à fé cristã não veio da boca ou da pena destes homens – sendo que ”prejuízo”, na concepção deste artigo, não se refere à perseguição, que tem produzido mártires ao longo dos séculos, ou mesmo à oposição intelectual, à qual apologetas da Igreja não se furtaram a questionar, antes se refere ao êxito na:

  1. popularização de uma cosmovisão com tal índice de sucesso que tal maneira de pensar conseguiu se incorporar à consciência coletiva e;
  2. sendo tal cosmovisão tão  radicalmente oposta ao cristianismo, conseguiu criar um grande entrave para a compreensão do mesmo pela sociedade.  

Estou falando de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e seu conceito sobre a bondade humana inata.



Emilio, ou Da Educação, a principal obra do filósofo francês, tem como tema principal é a forma ideal de educar as crianças (curiosamente, Rousseau abandonou seus próprios filhos no orfanato).

No livro, ele defende a famosa tese de que o homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe.

De imediato, esta famosa tese apresenta um grave problema de lógica: como homens que são, em tese, bons, poderiam gerar uma sociedade má? O filósofo dá a impressão de que a sociedade não é composta por homens. Se a sociedade é formada pela soma de homens que são naturalmente bons, de onde surgiu o elemento corruptor que impediu que a soma de homens bons produzissem uma sociedade boa? O raciocínio de Rousseau neste ponto se assemelha muito ao de Sartre, que afirmava que “o inferno são os outros”.

Mesmo sendo logicamente inconsistente, a tese de Rousseau ganhou enorme aceitação popular, ainda que negasse uma importante doutrina cristã: o estado caído da humanidade, que faz com que o homem seja mau – ou seja, pecador – por natureza.

É a partir da constatação da queda humana que o cristianismo apresenta a boa nova de que Deus provê salvação ao homem – homem que, como conseqüência de seus pecados, encontra-se alienado de Deus, do próximo (daí vem a iniquidade na sociedade) e de si mesmo.

A sustentação da doutrina da depravação humana não é uma insistência mórbida de teólogos cristãos (até mesmo porque esta é a mais empírica de todas as doutrinas cristãs), mas porque não faz sentido falar de salvação a quem não precisa ser salvo!

Se o homem é bom, de forma inata:

  1. Ele não precisa de um Deus que o salve – basta apenas desenvolver sua bondade natural (autosoterismo);
  2. Já que ele é bom, passa a ter mérito diante de Deus – o homem “merece” o céu, “merece” que Deus o abençoe;
  3. Ele deixa de ter responsabilidade pelo que faz e pelo que é, já que outros o tornaram corrupto;
  4. O homem passa a ser realmente a medida de todas as coisas (de onde você acha que vêm o famoso conceito “siga seu coração”?) – é estabelecido, então, o antropocentrismo, em seu mais alto grau.

A conseqüência direta da popularização desta tese de Rousseau foi o esvaziamento de sentido da mensagem do Evangelho, através da formação de uma nova forma do homem olhar a si mesmo e não se ver mais como pecador.

A crítica feita à teologia liberal do século XVIII (que, de forma semelhante a outras linhas de pensamento desenvolvidas desde então é essencialmente antropológica, tendo reinterpretado o Evangelho negando a radical necessidade do ser humano ser salvo de sua própria pecaminosidade), resume bem a como homem moderno e pós-moderno concebe o Evangelho, após fazer a releitura de si mesmo nos moldes de Rousseau: “Um Deus sem ira enviou um Jesus falível para morrer desnecessariamente na cruz por uma humanidade sem pecado”.

Este é, então, um dos maiores entraves à compreensão do Evangelho atualmente: Rousseau ajudou (de forma consciente ou não) a humanidade acreditar que não precisa dele.

O homem contemporâneo pode até aceitar um Jesus Mestre, um Jesus Modelo de Vida, um Jesus abençoador - não crê que precisa de um Jesus Salvador, pois não consegue compreender que precisa ser salvo.

Hiroshima. Auschwitz. Vietnã. Serra Leoa. Todas as pequenas mazelas do cotidiano, individuais e coletivas... a história não dá sustentação à tese de Rousseu.

O ser humano é mau. E consegue produzir uma sociedade igualmente ruim.
 
É triste. E também irônico que o maior prejuízo causado ao cristianismo em sua história não tenha vindo a partir de uma negação de Deus.

Foi simplesmente uma mentira a respeito da natureza humana.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

PENSE NISTO – UMA PALAVRA DE FRIEDRICH SCHILLER (e musicada por Ludwig van Beethoven!)



ODE À ALEGRIA


Oh amigos, mudemos de tom!

Entoemos algo mais prazeroso
 

E mais alegre!

  
Alegre, formosa centelha divina,

Filha do Elíseo,

Ébrios de fogo entramos

Em teu santuário celeste!

Tua magia volta a unir

O que o costume rigorosamente dividiu.

Todos os homens se irmanam

Todos os homens se irmanam

Ali onde teu doce vôo se detém.


Quem já conseguiu o maior tesouro

De ser o amigo de um amigo,

Quem já conquistou uma mulher amável

Rejubile-se conosco!

Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,

Uma única em todo o mundo.

Mas aquele que falhou nisso

Mas aquele que falhou nisso

Que fique chorando sozinho!


Alegria bebem todos os seres

No seio da Natureza:

Todos os bons, todos os maus,

Seguem seu rastro de rosas.

Ela nos deu beijos e vinho e

Um amigo leal até a morte;

Deu força para a vida aos mais humildes

Deu força para a vida aos mais humildes

E ao querubim que se ergue diante de Deus!


Alegremente, como seus sóis corram

Através do esplêndido espaço celeste

Se expressem, irmãos, em seus caminhos,

Alegremente como o herói diante da vitória.

  
Alegre, formosa centelha divina,

Filha do Elíseo,

Ébrios de fogo entramos

Em teu santuário celeste!

Abracem-se milhões!

Enviem este beijo para todo o mundo!

Irmãos, além do céu estrelado

Mora um Pai Amado.

Milhões se deprimem diante Dele?

Mundo, você percebe seu Criador?

Procure-o mais acima do céu estrelado!

Sobre as estrelas onde Ele mora.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ESBOÇO: O DEUS DAS PESSOAS COMPLICADAS (SERMÃO BIOGRÁFICO)

TEXTO: "Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão" (Hebreus 11:21).
 
INTRODUÇÃO: A vida de Jacó me ensina que Deus é Alguém que aceita se relacionar com pessoas complicadas. Mas por que Jacó pode ser considerado alguém complicado?

• MOTIVO 1: Quis ser feliz da forma errada (através da astúcia e do engano)

• MOTIVO 2: Em sua caminhada com Deus, sua fé precisou ser constantemente lapidada - um processo de aprendizagem que durou por toda a vida

OU SEJA, JACÓ ERA COMPLICADO PELO MESMO MOTIVO QUE TODOS NÓS SOMOS COMPLICADOS

• A etimologia ajuda a compreender o conceito de algo complicado: "Complexo" vem do Latim COMPLEXUS, "abrangente, aquele que rodeia", particípio passado de COMPLECTI, "rodear, abarcar". Este verbo é formado por COM-, "junto", mais PLECTERE, "tecer, urdir". "Complicado" vem de COMPLICARE, formado por COM, "junto", mais PLICARE, "dobrar". O que apresenta muitas dobras reunidas, difícil de desfazer, o que é diferente de "Completo" se forma por COM-, intensificativo, mais PLERE, "encher, completar" (origem de "pleno").

• Logo, lidar com algo complicado significa:

• Lidar com algo TRABALHOSO (às vezes, DESCECESSARIAMENTE trabalhoso)

• Lidar com algo que requer um ESPECIALISTA

• Como eu disse no início, a vida de Jacó me ensina que Deus é Alguém que aceita se relacionar com pessoas complicadas. E a grande maravilha que a biografia deste patriarca me ensina é que Deus QUIS e CONTINUOU QUERENDO relacionar-se com Jacó.

 
FRASE DE TRANSIÇÃO: Como Deus se relaciona com pessoas complicadas?
 
1. Deus se REVELA a pessoas complicadas (Gn 28.12-15)

• Enquanto Deus não fala, a pessoa relaciona-se consigo mesmo

2. Deus DISCIPLINA pessoas complicadas (Gn 29.25)

• Quando Deus disciplina, Deus ensina de forma prática, que os caminhos dEle são melhores

3. Deus CUIDA de pessoas complicadas (30.37-43)

• Deus não exclui Seu cuidado enquanto as pessoas ainda estão em processo de amadurecimento - ou "descomplicamento".

4. Deus TRANSFORMA pessoas complicadas (Gn 32.24-32)

A graça de Deus não é vazia: viver um  relacionamento com Deus é viver um relacionamento transformador - por isso, Deus dá um BASTA em Jacó, a fim de que surja Israel: Ele assim age para o bem do próprio patriarca e para o bem maior da humanidade de froma que, ao final de tudo,  seja possível discernir que foi forjado um adorador a partir de uma pessoa complicada.

TESE: DEUS PODE TRANSFORMAR PESSOAS COMPLICADAS EM HERÓIS DA FÉ.

APLICAÇÃO:

Devemos que o relacionamento de Deus com as pessoas baseia-se em Sua graça - somos complicados demais para ter méritos diante dEle.

Não podemos confundir fidelidade (firmeza de propósito) com perfeição (alcance pleno dos propósitos) - a primeira é nosso dever e chamada, a segunda é nosso ideal e motivação.

Não podemos fechar as portas a ninguém - Deus não fechou portas a Jacó.

Não podemos confundir maldade com imperfeição, perversidade com complicação, falha com hábito: apesar de todos os percalços, a biografia de Jacó é a biografia de um ADORADOR.
 
CONCLUSÃO: A parte B do Salmo 23, onde Davi reconhece que seu relacionamento com Deus está baseado e repousa totalmente na bondade e misericórdia do Senhor.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

UMA LEITURA TEOLÓGICA DO FUNK DO CABARÉ


O funk de Mc Duzinho tem alcançado considerável sucesso, atestado tanto por aqueles que apreciam este gênero musical, quanto por aqueles que têm de suportar o mesmo - pessoas que geralmente tomam contato com o funk de maneira forçada, através de algum  inconveniente que o escuta no último volume (não quero parecer preconceituoso, mas baseado na observação e na experiência, pergunto: será que existe alguma relação entre gostar de funk e a falta de educação?).

Mas meu questionamento principal em relação aos apreciadores do funk (e, em especial, às mulheres que o apreciam) é: eles param para analisar as letras do que cantam e dançam?

E no caso deste hit do momento, qual a sua mensagem? Estarei fazendo algimas considerações dentro dos próprios versos da canção:

Vem pro Cabaré, vem, vem pro cabaré
Já tá, já tá, já tá cheio de mulher e só tem mulher tarada
(O autor já começa mal, apresentando a falsa ideia-clichê de que as mulheres que vivem da comercialização do corpo - de forma física ou visual - em um cabaré ou local semelhante o fazem por outro motivo que não seja financeiro, a luta pela sobrevivência. É o sonho machista de imaginar que existam mulheres que sintam prazer em serem meros objetos dos homens)
Vem pro cabaré, vem, vem pro cabaré

Então...
Eu vou largar minha casa e vou morar no cabaré
Eu vou largar minha casa e vou morar no cabaré
(nosso autor anuncia por duas vezes a intenção de abandonar seu lar - ou seja, findar um relacionamento que já devia ter assumido proporções bastante sérias. Vejamos quais são suas motivações para ir morar no cabaré...)

Lá eu fico a vontade rodeado de mulher
Lá eu fico a vontade rodeado de mulher
(Aqui está o "x" da questão: viver à vontade. Viver para si mesmo. Este tipo nde mentalidade é avessa à ideia de construir um relacionamento, pois relacionamentos são onerosos: exigem compromissos, altruísmo e responsabilidade. É o oposto de viver "à vontade". É viver tendo em vista o outro.
O que eu acho mais engraçado - e mais hipócrita -  é que toda pessoa que deseja "viver à vontade" acaba exigindo o sacrifício da vontade de outras pessoas para que estas estejam à sua mercê, pois o ideal egoísta de "viver à vontade", sem ter de responder a ninguém que não seja o próprio ego, acaba levando ao processo de considerar todas as outras pessoas como objetos - objeto=não-ser. Por isso o cabaré é tão "bom" - porque proporciona a companhia de gente-não-gente, gente coisificada, gente que abre mão da vontade e das demandas de um relacionamento).
Vem pro cabaré, vem, vem pro cabaré
Vem pro cabaré, vem, vem pro cabaré

Mas é porque eu sou safado e disso ela sabia
Agora me perturba dia e noite, noite e dia
Não me contento com uma, nem com duas, nem com três
Eu tenho que ter uma mulher pra cada dia do mês
(Neste ponto da canção, a única coisa que posso fazer é lamentar, por saber quão mal algumas mulheres escolhem seus companheiros "Mas é porque eu sou safado e disso ela sabia" e o quanto elas persistem no erro: "Agora me perturba dia e noite, noite e dia"
Amiga leitora, permita-me deixar-lhe um conselho: não adianta tente iniciar uma vivência que exige maturidade (a construção de um lar) com alguém que não a possui. Isto é um pré-requisito básico, que carisma, beleza ou dinheiro não podem substituir. Você irá se decepcionar. Escolha melhor. Não desperdice sua vida).

Vem com Mc Duzinho assim ...

Eu vou largar minha casa e vou morar no cabaré
Eu vou largar minha casa e vou morar no cabaré
Lá eu fico a vontade rodiado de mulher
Lá eu fico a vontade rodiado de mulher
Vem pro cabaré, vem, vem pro cabaré

Sendo assim, o que concluo?

Não apoio a dicotomia equivocada comum no meio evangélico entre música secular e música religiosa. Para mim existe música boa e música ruim (com finalidades variadas), simplesmente.

E o "funk do cabaré" é um exemplo de música muito ruim.
Pelo desdém dispensado às mulheres (tanto à do lar como às do cabaré).
Pela glamourização de um estilo de vida narcisista, evocando o mais profundo e pecaminoso egoísmo.
Por ser simplesmente uma ode ao desamor, em resumo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

MINHAS IMPRESSÕES SOBRE A REVISTA VEJA DA SEMANA PASSADA: A REPORTAGEM SOBRE O SANTO SUDÁRIO

Sempre considerei o Sudário de Turim como um assunto indiferente para a fé cristã.

Não que eu o considere, a priori, como uma adulteração (isto ainda é assunto aberto à discussão científica, como demonstra a reportagem, que interage com o livro “O Sinal”, recém-lançado no Brasil, do historiador de arte inglês Thomas de Wesselow, que investiga as controvérsias científicas em torno do Sudário), mas porque considero que a credibilidade do Evangelho não repousa sobre a autenticidade do mesmo.

Ou seja, caso o Sudário seja autêntico, seria apenas mais uma evidência da veracidade histórica do Cristianismo; caso seja uma fraude, a autenticidade histórica do Cristianismo não fica comprometida por causa disto.

Mas desejo fazer algumas considerações acerca de algumas declarações surgidas no decorrer da reportagem que, embora não tratem da questão do Sudário em si, indicam uma abordagem falha ao próprio cristianismo, tanto do ponto de vista metodológico quanto conceitual:

• “O culto ao Santo Sudário ajudou o cristianismo a superar sua condição de seita minoritária confinada aos rincões do Império Romano para se transformar na maior religião do planeta” (pág. 127). O Novo Testamento desconhece tal “culto ao Santo Sudário” e não dá qualquer ênfase a relíquias.

• “Diz Wesselow: ‘já para os apóstolos o sudário foi tomado como a prova da Ressurreição de Cristo, e disso deriva sua extraordinária força de convencimento” (pág. 127). Errado! A força de convencimento que foi capaz de levar um grupo de discípulos imaturos, desanimados e amedrontados a enfrentar, com o custo de suas próprias vidas, o imperialismo romano foi o túmulo vazio o e o encontro com o Cristo ressurreto. “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo” (1 Coríntios 15:3-8).

• “... afora os relatos de Flávio Josefo, historiador judeu do século I, ninguém dá notícia da existência do carpinteiro de Nazaré que morreu na cruz” (pág. 130). Novamente a resistência em considerar o Novo Testamento como um documento histórico, sendo que ele se constitui no documento mais bem preservado da Antiguidade, atestado por uma imensa quantidade de manuscritos (em quantidade maior que qualquer outro texto clássico) - uma grave falha do ponto de vista técnico e evidência de preconceito.

• "O assombro com a visão do manto fora tamanho que o fato de o corpo de Jesus estar ou não no túmulo é um mero detalhe. O autor afirma ainda que foi o sudário, e não Jesus Cristo ressuscitado, que apareceu para seus seguidores nas passagens bíblicas da ressurreição. Uma das cenas mais famosas é o encontro entre Jesus e o apóstolo Tomé. (...) Tomé, segundo o historiador inglês, não esteve diante do corpo de Jesus ressurreto, como creem os cristãos, mas diante das manchas vermelhas estampadas no linho de Turim” (págs. 132-134). Embora, neste trecho VEJA tenha apenas apresentado a tese do autor de “O Sinal”, não deixa de ser lastimável a conclusão a que chega Thomas de Wesselow: podemos crer no Sudário, mas não podemos crer no 4.º Evangelho – ou seja, João era mentiroso, Cristo não estava presente e Tomé, além de incrédulo, era burro!

Pois é... a reportagem de Páscoa de VEJA se constitui em um belo "ovo de Páscoa"... recheado de ceticismo.

terça-feira, 27 de março de 2012

ATENÇÃO, MOÇA! NÃO NAMORE COM UM CRENTE...

...se o único critério que este crente preenche em sua vida é o de estar enquadrado no mandamento bíblico que condena o jugo desigual (2Coríntios 6.14-18): seu namoro produzirá um jugo de sofrimento, mesmo ao lado de um crente – simplesmente porque ele não significa nada além disso para você;

...se esse “crente” é apenas um frequentador de Igreja, sem vida com Deus - aliás, nem dá para chamar uma pessoa assim de crente - seria a mesma coisa que namorar um incrédulo e você estaria sujeita ao jugo de alguém não-regenerado;

...se, apesar deste crente ser um verdadeiro homem de Deus, não há amor entre vocês –  não basta apenas um homem e uma mulher de Deus para construir um relacionamento feliz: é necessário que eles se amem;

...se sua decisão está baseada no que ele faz ministerialmente (louvar, pregar, exercer dons espirituais), mas deixa de considerar a pessoa por trás da ministração;

...se você deseja fazer de seu namorado não um companheiro, mas uma muleta espiritual, desonerando a si mesma de uma vida de crescimento e comunhão com o Senhor;

...se você está fazendo isto apenas para fugir da solidão ou de seus problemas (namoro não é terapia ocupacional);

...se este crente, que você pensa em tornar seu namorado, não for capaz de te aceitar, respeitar, compreender e te fazer bem;

...se este crente for incapaz de ser seu melhor amigo e vocês forem incapazes de conversar e desabafar sobre todos os assuntos.

Ou seja, moça: tem de ser mais que crente.


Tem de ser mais do que alguém que evita jugo desigual.


Tem de alguém capaz de, lado a lado com você e com o Senhor, construir um relacionamento abençoado e abençoador!